They call us the pop kids

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They call us the pop kids

Eu lutei e lutei mais um pouco contra esse post, porque eu simplesmente não sabia o que deveria escrever aqui.

No final de julho/início de agosto, havia apenas uma certeza no ar: a Julia iria embora pro Rio de Janeiro e nós precisávamos aproveitar o máximo possível da companhia dela enquanto em Brasília.

Um dos momentos mais marcantes pra mim esse ano foi quando, num desses passeios de despedida, eu percebi que as coisas iriam melhorar.

Nós nos reunimos pra rir da vida sentados no Parque Olhos D'água e ali, em julho, eu vi que a segunda parte de 2017 ainda poderia ser salva e não precisava de muito pra isso.

Apenas uma tarde sentados na grama, comendo comida de super mercado e desejando que aquele dia pudesse durar pra sempre.

No início de setembro, Julia retornou à Brasília.

Nosso primeiro reencontro desde sua partida foi celebrado da forma que melhor conhecemos; fotografando um ao outro, comendo e rindo das mazelas da vida.

Eu guardei esse dia no meu coração com tanto afeto que até o presente momento, não conseguia colocar em palavras o que esse dia foi pra mim e como a companhia desses dois fez tudo de ruim que aconteceu esse ano parecer mais suportável.

Ainda não sei se consegui explicar exatamente o que foi ter a Julia de volta depois de uns meses longe, mas espero que essas fotos traduzam o que é estar junto das minhas pessoas preferidas.


 

Estou contando os dias pra finalmente conseguir ir visitá-la no Rio e aproveitar o melhor de dois mundos: uma cidade maravilhosa com uma companhia maravilhosa.

Ainda estou me readaptando à fotografia e ao mundo como um todo. Um dia desses foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental e eu só consegui pensar que a minha sanidade foi salva principalmente pelo apoio desses dois seres humanos incríveis.

Vejo essas fotos e sorrio só de lembrar que nessa época, no ano que vem, vou ter essa deliciosa lembrança só pra mim. :-)

 

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True faith

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True faith

Sabe quando a gente descobre uma música nova bem legal e fica dias ouvindo ela repetidamente? 

Daí depois de um tempo nós enjoamos daquela música e ela fica esquecida na pasta ou então passa a ser aquela que a gente sempre muda quando toca no aleatório.

Aí num dia qualquer a gente topa com aquela música de novo, depois de um bom tempo sem ouvi-la, e aí todas as sensações que sentimos na primeira vez voltam a tona e a gente só consegue curtir aquele momento.

Um dia desses eu tive essa mesma sensação.

Desde que comecei a fotografar, tive picos e picos de inspiração. Procurei encontrá-la em vários lugares fora de mim, mas percebi que isso é algo que, pra mim, vem de dentro.

Depois de um tempão tomando conta só de mim, me senti apta a pegar minha câmera novamente e a fazer umas fotos por ai.

Como foi meu primeiro reencontro desde o período difícil que passei, sinto que ainda não tenho o resultado agradável que eu tinha antes. Mas já é um passo, sim?

Uma tarde com sol entre as árvores e fotografias. Tudo está entrando nos eixos de novo. <3

 

 

Ainda tenho alguns posts em rascunho das poucas coisas que fiz ao longo desses meses e logo menos irei publicá-los. 

Por hoje é o que temos. Em breve voltarei com mais momentos registrados. :)

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Por onde andei?

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Por onde andei?

Estou aqui simplesmente pra dizer que eu sobrevivi aos piores dias que tive em 2017. Todas as minhas postagens anteriores com mensagens otimistas eram tentativas incessantes de me manter sã e continuar acreditando naquilo que eu queria que acontecesse.

Em algum momento eu senti que me perdi. Senti que não daria conta de continuar e que não haveria mais motivo nenhum pra eu tentar ver a vida com bons olhos. Eu procurei ajuda em todos os lugares que pude – meus amigos, minha família e ajuda profissional.

A parte mais difícil foi ter que admitir pra mim mesma, além de todos ao meu redor, que o meu transtorno de ansiedade estava saindo do meu controle. Fiquei aprisionada numa onda pesada de pessimismo e medo. Pra mim, entre maio e julho, tudo no mundo daria errado e eu era prova viva disso.

Eu lido com a ansiedade desde criança, mas os mais variados acontecimentos acumularam uma diversidade de gatilhos dentro de mim e eu já não me sentia mais segura para andar na rua, pra ficar em casa sozinha, pra simplesmente sobreviver.

Fiquei reclusa. O choro era constante, o medo também. 

Precisei tomar medidas drásticas pra me manter sã – me afastei daquilo que achava que era tóxico pra mim. De pessoas, de lugares, de rolês...

Eu sentia que muitas pessoas eram audiência pro palco do meu delírio emocional e ainda assim, quem realmente importava, não fazia a menor ideia do que estava acontecendo comigo. Me abrir pros outros foi ainda mais difícil que me abrir pra mim mesma; desmontar aquela imagem de uma Camilla feliz, alegre e sempre sorridente, foi um dos momentos mais corajosos da minha vida.

No fim do dia eu sempre me sentia fraca por ter uma doença mental. Eu sentia vergonha de mim e vergonha de viver.

Apesar do meu pessimismo inicial e da minha teimosia com tudo ao meu redor, eu sobrevivi. Eu consegui.

Eu busquei ajuda, eu admiti meus problemas e parei de lutar contra eles. Entre maio e julho, eu senti que queria morrer.

Agosto chegou e eu tive medo do que ele traria consigo, mas na verdade aqui estou eu, pronta pra pegar novamente na minha câmera e registrar a vida acontecendo. Eu estou aqui e eu quero viver.

Eu quero viver.

Esse ano mexeu comigo em todas as formas possíveis. Abalou meu emocional, meu afetivo, meu profissional e meu fraternal. Mas ele não acabou e eu sinto que algo de bom tirei disso tudo. Eu me conheço mais, eu reconheço meus defeitos e procuro mudá-los; eu agora vivo por mim e só pra mim. Ter uma doença mental não faz de mim fraca, não faz de mim alguém menor. Eu sou forte e sigo me fortalecendo. À todos que se dispuseram estar aqui por mim durante todo esse período: o meu muito, muito, obrigada! <3

 

 

Eu não consigo por em palavras o meu agradecimento à todo mundo que foi paciente comigo, que entendeu a minha necessidade de simplesmente ir bem devagar com as coisas, que me ouviu, que mandou um "se precisar, eu tô aqui!", e a quem de fato esteve lá.

Hoje me sinto mais forte que há meses atrás e sigo me fortalecendo a cada dia mais.

Nesse post apenas um "oi, voltei!" e algumas fotos aleatórias. Nos próximos dias vou postar as fotos que fiz enquanto estive me recuperando e cuidando de mim. <3

É bom estar de volta. :)

"Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?"

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